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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Top 5: Instrumentos Musicais Mais Estranhos Do Mundo

5. Serra
Na verdade, não era pra serra ser um instrumento musical. Era pra ser apenas uma ferramenta para cortar. Mas, no século XIX, um morador das cordilheiras Apalaches, nos EUA, decidiu toca-la, usando um arco igual ao que é usado para tocar violinos.
Apesar disso, há pessoas que dizem que a “serra musical” foi criada na Argentina ou na Rússia. E ainda pessoas que teorizam dizendo que ela poderia ter sido criada na época em que as serras foram criadas, durante o século XVII.
Curiosidade: Nos Estados Unidos, há fábricas especializadas em criar “serras musicais”. Geralmente, esse tipo de serra é mais fina e não possui dentes.

4. Teremim
Existe uma razão pela qual é usado o verbo “tocar” para quando se usa algum instrumento para produzir música: há algum contato com o objeto. Mas com o teremim, isso acaba virando uma discussão até mesmo filosófica. O Teremim é tocado ou não?
O instrumento musical foi criado em 1919 pelo russo Lev Sergeivitch Termen com o intuito de ser o primeiro instrumento a não precisar de nenhum contato físico para produzir som. É também o primeiro instrumento no mundo a funcionar totalmente por energia elétrica.
Curiosidade: Os teremins modernos são relativamente pequenos, mas o primeiro mais parecia um armário do que um instrumento musical.

3. Didjeridu
Quando Lou Reed lançou o disco “Metal Machine Music”, a revista Rolling Stone disse que o disco era “um gemido tubular de um refrigerador galáctico”. Na verdade, acho que essa é a perfeita descrição do som do didjeridu, que de longe mais parece uma vuvuzela gigante.
Criado a mais de 1500 anos, o instrumento foi primeiramente usado em cerimônias de aborígenes da região de Kakadu, norte da Austrália.
Curiosidade: Segundo um estudo do British Medical Journal de 2005, tocar didjeridu ajuda a combater o ronco e a apnéia do sono. Isso acontece devido ao fortalecimento de alguns músculos da respiração.

2. Gaida, a gaita-de-foles da Macedônia
Muita gente toca violão sem saber de quais madeiras ele é feito. Também muita gente pode não saber que o seu piano tem teclas de marfim. Mas isso não ocorre com a gaida: você nitidamente vê que ele foi feito com couro de bode – ênfase no nitidamente.
Criada pelos povos celtas que viviam próximos do rio Danúbio, ela pouco se diferencia da gaita-de-foles escocesa. Na verdade, pode-se afirmar que os celtas, ao se mudarem para a Escócia, levaram consigo a gaida.
Curiosidade: O som da gaida e da gaita-de-foles também são bastante idênticos.

1. Gatorra

Não poderia haver outro instrumento para ser o número 1. O instrumento é um sintetizador de bateria em forma de guitarra. E é usado nas músicas de protesto do seu excêntrico criador, Tony da Gatorra, um sujeito que parece ter saído direto de Woodstock.
O cantor trabalhava como técnico eletricista em sua cidade natal – Esteio, Rio Grande do Sul – e utilizou todo o seu conhecimento em equipamentos para criar a sua gatorra. A partir daí, ele começou a fazer show em bares de Porto Alegre, até ser descoberto por um radialista local. E então foi só sucesso, chegando até mesmo a fazer uma turnê pelo Reino Unido no ano passado.
Curiosidade: Quando a Franz Ferdinand veio ao Brasil em 2006, Tony deu uma gatorra de presente à banda.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Top 5: Piores Idéias Que Um Músico Pode Ter

5. Gravar o silêncio: THOM YORKE, BRYAN FERRY & MARK RONSON – Two Minute Silence (2010)
Parece idéia de hippie – ou de alguém que tomou LSD, mas essa foi a grande idéia de Thom Yorke – vocalista do Radiohead, Bryan Ferry – ex-vocalista da banda Roxy Music – e do produtor Mark Ronson – que revelou Lily Allen e Amy Winehouse: gravar dois minutos de silêncio e colocar pra vender. Sim, vender. Sim, pagar uma libra esterlina no iTunes por dois minutos de nada. Oras, é do Thom Yorke! Ao menos calado ele pode agradar alguém.
Pelo menos, foi por uma boa causa: toda a renda arrecadada com a venda da música foi destinada à Royal British Legion, entidade que cuida de veteranos de guerra.
Tudo Pode Piorar: Três pessoas pra gravar o silêncio? Até imagino como deva ter sido no estúdio: um ajeita o microfone, o outro aperta o play e o terceiro fica vigiando pra ver se alguém faz barulho.

4. Um disco com 99 faixas: NINE INCH NAILS – Broken (1992)
Na verdade, Trent Reznor, vocalista e líder do Nine Inch Nails, queria gravar um EP e meio. Você comprava o EP e vinha um disco normal com seis faixas e um mini-CD com duas faixas bônus. Pena que o cantor não contava com a astúcia dos vendedores. Alguns estavam retirando o mini-CD do pacote e vendendo separadamente do EP.
Quando Reznor descobriu a falcatrua, ordenou que fosse feito um relançamento, com todas as faixas num disco só – o que ele devia ter feito desde o começo. Só que ele ainda queria evidenciar que “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”: colocou 90 faixas de quatro segundos de silêncio entre as seis músicas originais e as bônus.
Tudo Pode Piorar: Imagine você, nos anos 90, tentando ouvir o disco inteiro da banda, tendo que esperar seis minutos de nada ou passar 90 faixas manualmente...

3. Um disco do barulho: LOU REED – Metal Machine Music (1975)
Quando eu disse que esse disco era do barulho, não era um lugar comum, do tipo de locutor da Sessão da Tarde. Nem sequer é um disco de metal extremo, por exemplo. É um disco que só tem barulho, no sentido estrito da palavra. Microfonia e zumbidos são apenas um aperitivo do que é o disco.
Os boatos dizem que Lou Reed andava insatisfeito com o contrato que tinha com a gravadora RCA, mas ainda teria de gravar um disco até poder assinar outro. Reed conta uma história diferente. “Eu acredito que seja uma música realmente profunda e eu me apaixonei por ela por um longo tempo. Eu fiz esse álbum para mim. E eu estou tentando fazer algo que eu tenha vontade de escutar”, diz.
Tudo Pode Piorar: Na época, muitas das pessoas que compraram o disco tentaram devolve-lo, pensando que o barulho era proveniente de um vinil defeituoso.

2. Fazer uma turnê de um disco sem músicas, 33 anos depois de ele ter sido lançado: METAL MACHINE TRIO (2008)
Não basta ter sido um disco sem músicas. Não basta o disco ter sido lançado há 33 anos. Com Lou Reed, tudo pode piorar. Em 2008, ele comprovou a teoria. O guitarrista formou um trio de músicos para tocar o “Metal Machine Music” ao vivo. Isso mesmo, tocar para você, na sua cidade, um monte de barulho sem sentido. E cobrando 40 reais pelo ingresso ainda por cima!
Teve gente que gostou do show. E teve gente que não. O R7 falou, na época que a banda se apresentou em São Paulo: “Uma fã perdeu a paciência e xingou o ídolo antes de abandonar o local, depois de uns 15 minutos “de espera”. Mas os incomodados foram poucos, porque a maioria dos pagantes sabia o que esperava”.
Tudo Pode Piorar: 40 reais para ouvir barulho? Não tem como piorar isso!

1. Isto: RAFAEL ROCHA – Ave Maria Dance (1996)
Isto é a pior idéia que um músico já teve: cantar “Ave Maria” em ritmo de dance. Assista por sua conta e risco:

Tudo Pode Piorar: Marcos Mion, quando fazia Descarga MTV, comentou o clipe no quadro Pérola. Clique aqui para assistir.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Top 5: Motivos Para Bandas de Metal Não Fazerem Mais Clipes

5. Metaleiros têm más idéias: ARCH ENEMY – NEMESIS

Em alguns clipes de metal, o que mais se vê é a simplicidade pura. Mas isso não ocorre com o Arch Enemy. Ao contrário, os clipes da banda são um verdadeiro catálogo de efeitos que podem ser usados em um vídeo. Closes, câmera lenta, filtro noturno, está tudo lá. E tudo é usado em todos os clipes.

Ponto baixo do clipe: Antes dos 30 segundos de vídeo, a vocalista Angela Gossow esbraveja: “With fire in our hands”. Na mesma hora, ela aparece segurando duas bolas de fogo, num efeito bem no estilo do filme Dragonball Evolution.

4. Metaleiros têm mal senso estético: JUDAS PRIEST – TURBO LOVER

O que é preciso para fazer um bom clipe? Primeiro, uma boa música. Depois, bom senso para escolher o que colocar no vídeo. Enquanto o conceito de boa música é relativo, o do bom senso estético não. Ninguém discorda que gravar um clipe inteiro com as cores invertidas é uma péssima ideia.


Ponto baixo do clipe: Uma espécie de robô-esqueleto que aparece em bando durante o clipe todo. Para piorar as coisas, a animação desses “robôs” é por stop motion. O efeito é literalmente tragicômico: ou você ri ou você chora.

3. Os clipes de metal têm baixo orçamento: RHAPSODY OF FIRE – POWER OF THE DRAGONFLAME

Tem sido assim desde que o Black Sabbath gravou o seu primeiro clipe: a produção dos clipes de metal é muito ruim. Como exemplo, temos esse do Rhapsody of Fire, uma banda que tenta ser tão épica quanto RPG de Super Nintendo. Tudo no clipe é tosco. Desde a história – duas crianças buscando um amuleto que foi roubado – até os efeitos colocados na hora da edição – típicos de filmes baratos.

Ponto baixo do clipe: “As duas crianças vêem o vilão fazendo mal à “princesa”. Os heróis correm, salvam a princesa e derrotam o vilão com dois socos. Resgatam o amuleto e salvam o castelo da princesa. Todos vão embora e são felizes para sempre. Fim”. Agora assista o clipe. Você verá tudo de uma nova forma.

2. A síndrome de underground: DARKTHRONE – TOO OLD TOO COLD

Acontece no cenário do metal algo que, creio eu, não acontece em lugar algum: a síndrome do underground. Essa síndrome faz com que todos busquem ser o menos comercial possível. “Vence” quem gravar a demo mais ininteligível e inaudível possível. Clipe, então, deveria ser crime passível de morte. Deveria, já que até uma das bandas mais atingidas por essa síndrome “gravou” um clipe em 2008.

Ponto baixo do clipe: o clipe inteiro é o ponto baixo. Eles pegaram umas imagens quaisquer das férias da banda e colocaram a música por cima, na maior má vontade possível. Vendo o clipe, eu me pergunto: se é pra ser tão underground e fazer um clipe com tão má vontade, pra que, então, fazê-lo? “It blows my mind! What were they thinking?”, diria o Angry Video Game Nerd.

1. Todos os motivos anteriores: IMMORTAL – CALL OF THE WINTERMOON

Até chegar aqui, você assistiu todos os clipes anteriores? Se assistiu, não precisava. Só bastava assistir esse. Assim como 99% dos clipes de black metal, “Call of the Wintermoon” reúne todos os problemas que já foram mostrados nessa lista:

  • A ideia do clipe é gravar a banda correndo com tochas numa floresta.
  • A banda inteira usa uma maquiagem que os fazem parecer ursos pandas.
  • O clipe nem sequer teve orçamento. As roupas são da própria banda. O local é aberto ao público. A câmera foi oferecida por uma companhia de TV local.
  • Mais síndrome de underground do que isso só defendendo o clipe, o que nem a própria banda faz. “'Call of the Wintermoon' foi um grande erro”, diz Abbath, vocalista e guitarrista da banda.
Ponto baixo do clipe: os bastidores. “Nós recebemos uma oferta de uma emissora de TV local para gravar um clipe. O problema é que só tínhamos duas horas para gravá-lo, pois ele teria que ser exibido na mesma tarde. Então, não teve nem sequer planejamento. Nós estávamos um pouco confusos naquela época”, diz Abbath.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Top 5: 5 covers estranhos

Quando o Children of Bodom apareceu na internet em 2005 com uma versão de “Ops... I Did It Again”, meio mundo de gente pensou: “o que diabos essa banda de death metal melódico está pensando”?
Bem, eles estavam apenas pensando em se divertir: “À parte o fato de que obviamente isso era para ser uma piada, nós queríamos fazer algo que realmente surpreendesse as pessoas, sabe, chocá-las mesmo. Então, pensamos em algo bem louco com a Britney Spears. E acho que saiu algo bem legal mesmo”, explicou Alexi Laiho, vocalista da banda.
A brincadeira acabou muito bem. O disco de covers – Skeletons in the Closet – chegou até o nono lugar das paradas finlandensas, terra natal da banda, e deu à banda notoriedade fora do circuito de metal.

Formada em 2007, a banda The Baseballs tem uma proposta bem interessante: tocar diversas músicas atuais com uma releitura em rockabilly. Entre os covers lançados no primeiro disco – Strike!, só há espaço para música pop: Katy Perry, Jennifer Lopez, Beyoncé, Robbie Williams e, claro, Rihanna.
O cover de “Umbrella” é, sem dúvidas, o mais especial do disco inteiro. A música se tornou um hit em diversos países, como Espanha, Holanda e Suíça e, graças a esse single, o álbum chegou a disco de ouro na Áustria e Alemanha.
Por conta do single, a banda já até tem alcançado alguns vôos altos, para uma banda iniciante: já se apresentou em alguns programas de TV e abriu os shows da turnê de Jeff Beck.

Não é de hoje que Caetano Veloso tem o temperamento forte. Basta relembrar o episódio protagonizado por ele e por David Byrne, ex-vocalista da banda Talking Heads, no VMB de 2004. O que deveria ser uma ótima junção de talentos se transformou num vexame transmitido em rede nacional. Tudo por causa do gênio forte de Caetano – e por causa dos engenheiros de som da MTV.
Percebemos, então, toda a explicação para o cover de “Billie Jean”: é mais uma do caráter do cantor baiano. Do nada, ele achou que ficaria bom um cover de Michael Jackson com partes da letra em português e partes em inglês.
Apesar de nunca ter gravado a música, Caetano costuma toca-la nos shows, do modo mais bossa nova possível: apenas ele, o violão e um banquinho.

Os leitores podem estar se perguntando: o Slayer já não é metal? Explico.
Em 1968, Geezer Butler, baixista do Black Sabbath, observava a enorme fila para um filme de terror e pensou consigo: “se tem tanta gente que paga para se assustar com um filme, será que elas pagariam para ir num show com uma música que as assustassem”? Ele levou esse pensamento para a banda e logo a idéia de criar uma música que assustasse foi aceita. Dois anos depois, veio a confirmação da idéia do baixista: o disco “Black Sabbath” se tornou um clássico imediatamente e se tornou o primeiro disco de heavy metal da história. Podemos concluir, então, que o metal, no seu início, tinha a função de causar medo.
E é justamente isso que vemos no cover de Tori Amos. A pianista norte-americana tornou a música “Raining Blood” ainda mais tétrica do que ela já é. Deu a ela um clima tão sombrio que nem mesmo o Black Sabbath poderia dar a uma música.
E é aí que percebemos o quão metal é esse clássico do Slayer: mesmo tirando o metal do metal, ela continua metal.

O AC/DC sempre deixou clara a sua intenção: fazer um hard rock o mais elétrico possível. Isso fica claro pelo próprio nome da banda – em português significa “corrente alternada/corrente contínua” –, pelo nome dos discos – High Voltage, Powerage -, pelo nome das músicas – “You Shook Me All Night Long”, “Thunderstruck” – e pelo próprio espírito da banda, que nunca descansou, nem mesmo depois da morte trágica de Bon Scott.
Por isso que é tão esquisito ouvir AC/DC numa versão sem nenhum instrumento elétrico, apenas na voz e violão de Mark Kozelek, ex-vocalista da banda Red House Painters e vocalista da banda Sun Kil Moon. Quando a sua primeira banda acabou, ele tratou logo de embarcar em carreira solo. E, logo no primeiro EP, ele gravou 3 covers: “Rock 'n' Roll Singer", "You Ain't Got a Hold on Me", e "Bad Boy Boogie" – todas da época do supracitado Bon Scott, nenhuma delas hit.