O encarte já adianta o que se encontra no CD: "Use para agitar"
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| Tem uma outra capa laranja. só para constar. |
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O disco “E o pior qu’isso tudo não é ficção” é o trabalho de
lançamento do mais novo grande “pinta natalense” Maguinho DaSilva. O trabalho dele pode ser avaliado como um dos melhores do ano.
Na sua grande maioria as músicas são
boas, e diria até, únicas. Para falar a verdade esse é um retrato do que vem sendo produzido em terras potiguar nos últimos anos que tenho me atentado aos excelentes artistas que surgem, não quero dizer que não existiam, porém agora a quantidade é bem maior, e a qualidade de gravação também acompanha o crescimento. É fato sabido que do lado de cá nós consumimos muito as manifestações artísticas vindas de
outros estados. Enquanto muitos vem como negativo, eu sinceramente vejo com
outros olhos. As grandes transformações são feitas de misturas, é claro com equilíbrio
de vertentes e influências, e a atual guarda da música potiguar tem feito muito bem isso. É o que se pode
ver no samba com sotaque do Arquivo Vivo, ou na NeoMPB do Seuzé, cheia de
malícia e palavras do vocabulário deste estado ou no rock leve de Talma&Gadelha. DaSilva também entra para este
time, que além da regionalidade tem o “apelo” de público, particularmente
sairia – e saio - de casa para ver uma apresentação de qualquer uma das banda
já citadas e muitas outras. O restante fica por conta do público conhecer,
perder o preconceito, e então, bem depois disso eles já estarão nas casas de
show e bares da cidade curtindo o som.